segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

mas a pior parte

é sempre quando você quer muito uma coisa, mas se sente incapaz de consegui-la.
pior ainda é quando essa sensação vem depois dos planos traçados. você pensa que consegue voar pra chegar em tal lugar e quando se toca "opa, não tenho duas asas". aí vai lá e pega seu caminho número 2 mantendo dentro de si aquele mimimimi sou fraca mimimimi.
mas ainda me resta a capacidade de fazer o caminho número 2 dar certo. pelo menos essa capacidade eu sei que tenho.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

um novo parágrafo

pela primeira vez, eu entro de férias (sim, eu falo "entro de férias" e até hoje não sei se é certo ou não) com um grande peso nas costas e nenhum alívio no peito.
em suma: já perdi 6 anos da minha vida nessa história de estudar pra ser algo que amo na vida, decepcionei minha família e a mim mesma com as escolhas que fiz até hoje e acho que estou prestes a decepcioná-los de novo com a nova escolha que estou prestes a fazer. mas essa não me decepcionaria, porque eu já me decepcionei com todas as oportunidades que escolhi desperdiçar nesses anos de vida acadêmica, especialmente nesse último. joguei fora uma chance que, durante o inferno em que se tornou a medicina, eu só poderia ter sonhado em ter, e agora só posso escolher entre minha realização profissional (tardia, muito tardia) e minha independência. antigamente, quando minha mentalidade ainda era outra, eu não dava tanta importância pra essa ideia de independência, queria só ser feliz no que eu fizesse.
hoje, a possibilidade de ter um emprego que eu não odeie (de preferência, que não me deixe louca é, é com você mesma, medicina, acho que esse é o principal requisito) e que me dê estabilidade financeira me parece uma ideia muito mais agradável, especialmente agora que não sou mais sozinha e tenho planos pro futuro. bom, ainda que eu ainda fosse sozinha, esse momento de fazer planos reais, tangíveis, pro futuro iria chegar, e a balança iria invariavelmente pesar pra esse lado.
agora só me resta planejar os dois caminhos com minúcia e seguir o que eu escolher, com segurança e determinação.
no fundo, eu sei que já fiz minha escolha, mas deixa eu fingir a dúvida por mais um tempo...

sábado, 23 de novembro de 2013

she's so strange

de uns bons anos pra cá (leia-se: desde que eu perdi o medo de me olhar no espelho), eu tenho entrado em transe me encarando. eu sei, parece besta, mas eu já tenho uma tendência natural a me distrair e me perder em pensamentos olhando pro nada, então a mesma coisa acaba acontecendo de vez em quando se eu estiver me olhando no espelho. daí nas primeiras vezes que isso acontecia, eu me assustava um pouco comigo mesma porque começava a estranhar aquela imagem que eu via. parecia uma outra pessoa. muito familiar, claro, mas ainda assim era como se eu me dissociasse da minha imagem.
de uns poucos dias pra cá, eu venho me assustando com meu próprio reflexo como nunca antes. o rosto é meu, eu não o dissocio mais de mim mesma, mas me dei conta de que o olhar é outro. meu olhar não é mais meu olhar, e então aquele eu me encarando de volta no espelho se torna uma outra pessoa, me olhando como se esperasse alguma reação minha.
é muito tenebroso.

sábado, 2 de novembro de 2013

eu nem sei direito como explicar, mas
cresce a cada segundo. e eu não sei como fazer parar.
nem se eu quero saber como.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

grazadeus novembro chegou

com sua chuva e seu clima fresquinho e ventilado e molhado e que atrapalha o trânsito e qualquer vontade de usar chinelo por aí e mosquitos e aaarrrghhhh
hoje a prof. que geralmente não vai ministrar aulas não foi ministrar aula no 2o tempo, para a surpresa de: ninguém. daí que eu tinha saído de casa na maior pressa porque aparentemente eu desaprendi a acordar com despertador e ando acordando meia hora antes do horário da aula, o que me faz escolher roupas e materiais meio aleatórios devido à vontade de pegar uma vaga que não me faça aparecer nos corredores andar demais até chegar ao carro na saída. mas divago.
a professora faltou e eu não tinha material nenhum pra estudar nem vontade de ir pra biblioteca superlotada, então peguei o livro que tinha ficado no carro (Cidade dos Ossos, não me julguem) e fui pra perto da entrada da faculdade, onde tava batendo aquela brisa maravilhosa de prenúncio de chuva. vi que só tinham 2 pessoas lá, fiquei feliz pela semi-privacidade, me sentei, abri o livro. passados uns minutos, dois cabeludos chegam com seus respectivos violões e se sentam um pouco mais à frente (todos pensa: "aaaffff lá vem riff de smells like teen spirit e músicas de armandinho")
PORÉM
EIS
QUE
SURGE
UM PLOT TWIST:
os caras começam a tocar umas músicas meio (assistam minha dificuldade pra explicar qualquer coisa:) senhor dos anéis, meio cigano, meiseilaoquê, sabem? tipo dois bardos chegam e começam a dedilhar um paco de lucia, umas coisas meio complexas, mas calmas e lindas e <3333
e tinha uns momentos em que as músicas combinavam com as passagens do livro! que. cena. linda. boa leitura, bom clima, boa música, pouca gente, que mais eu preciso na vida? (cofcofmeumeninemeabraçandocofcof)
 daí chega uma senhora e pergunta deles "que música é essa?" e o cara fala que é improviso. gente.
enfim, manhã boa dimas demais.

domingo, 6 de outubro de 2013

isso explica tanto peso.
(isso é o facebook mostrando todo um potencial pra telepatia)
mais uma vez eu sou lembrada do quanto eu era uma pessoa horrível. não é coisa de 10 anos atrás, ou 5, é muito mais recente. porque, sabem, eu não sou apaixonadinha (eufemismo descarado) à toa. eu amo aquele homem com todas as forças que tenho, tenho uma devoção e uma admiração imensas por ele, por tantos motivos, mas principalmente porque ele me fez ser uma pessoa que preste. não é mentira, não é exagero.
como eu já disse em muitos posts de muitos blogs, minha memória não passa de um borrão quando se trata do passado, tanto do antigo quanto do recente, mas as sensações permanecem. e eu lembro bem de ter sido uma pessoa muito ruim. por coisas que dizia e que pensava, mas quase nunca que fazia, não que isso diminua minha culpa. e se arrependimento matasse, eu certamente não estaria viva há muitos anos, mas se tivesse conseguido sobreviver, em 2013 eu teria tido um ataque fulminante de arrependimento e teria virado pó. me arrependo sempre que me lembro do quanto o maltratei, do quanto eu pensei mal dele (porque, sabem, não confiar em ninguém realmente significa não. confiar. em. ninguém. não importa se a pessoa tá declarando amor eterno pra você ou se tá mostrando que se importa, que quer teu bem, nãaaao. essa pessoa vai ser sempre uma ameaça em potencial, é uma questão de tempo até isso acontecer... e nem preciso dizer que quase nunca acontece, né? como no caso dele não aconteceu, e digo mais, aconteceu exatamente o contrário)
e sabem como eu lido com isso? eu não lido. fujo de confrontos como diabo foge da cruz, mas quando se trata do meu passado e da minha personalidade, eu fujo descontroladamente, sem olhar pra trás. então tudo que eu fiz de mal pra ele, eu deixei pra trás. sempre tive essa esperança de que, se eu deixasse pra trás por tempo suficiente, iria sumir e então seria realmente como se nunca tivesse acontecido. mas a vida não é assim, e eu sei que todo mundo sabe disso, mas eu só aprendo na porrada. aí algo volta à tona e quem se machuca mais é ele. logo ele, o amor da minha vida, que eu não queria deixar que nada machucasse. quem mais machuca o meu amor sou eu mesma, que irônico. mas eu aprendi com meus erros, eu vi a gravidade das minhas ações, eu reconheço o quanto fui uma pessoa detestável (novamente, não é exagero), mas o que eu não consegui fazer foi desfazer tudo isso. porque é impossível, eu sei.
nem pedir desculpas pelo que fiz eu peço, porque não mereço. também sei como essa explicação parece uma auto-vitimização, e também não quero fazê-la por esse exato motivo. sinto tanta vergonha de quem fui e tanto arrependimento por tudo que fiz que não sei o que dizer, não sei como dizer, não sei como lidar. por que eu nunca consigo protegê-lo? por que eu sempre tenho algo no passado pra machucá-lo um pouco mais? por que eu não consigo explicar isso pra ele?
eu o amo mais do que qualquer outra pessoa, mais do que qualquer coisa, e não sei se minha credibilidade ainda pode existir quando se conhece a pessoa horrível que eu era. eu queria poder chamá-lo pra cá, pra ler isso tudo, mas morro de vergonha. se eu não fosse tão fraca eu poderia deixá-lo ir, procurar alguém melhor, sem tanta coisa ruim pra ser remexida no passado, que só fizesse bem pra ele, mas eu não consigo. eu não consigo pedir desculpas, não consigo desfazer nada e não consigo deixá-lo livre. acho que meu amor faz mal. por que eu machuco quem eu mais amo? será que um dia ele vai perdoar quem eu fui? será que ele vai conseguir deixar meu passado pra trás?
eu não aguento mais magoá-lo. eu não suporto isso. eu não suporto mais meus erros.