sábado, 22 de abril de 2017

"eu sempre sinto que estou incomodando"

me sinto uma pessoa horrível e mimada toda vez que deixo transparecer que estou triste ou chateada. como se eu estivesse fazendo questão de que os outros percebessem e se importassem. como se eu estivesse impondo um problema na vida alheia. como se meu incômodo fosse menor que o dos outros.
e eu sei que não é assim.
mas ainda não sei me sentir diferente.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

das ideias

ainda não tive nenhum grande feito esse ano (como se eu tivesse em outros), mas ando cheia de ideias. a única que daria dinheiro real, numa quantia relevante em termos práticos, ainda não foi pra frente, mas continuo torcendo.
enquanto isso, planejo muitas outras. envolvem crescimento pessoal, de uma forma ou de outra, então as chances de não irem adiante são ainda maiores... mas uma das coisas que eu quero aumentar esse ano é o otimismo (com a minha própria vida, que com a dos outros já tenho de sobra), então vamos ver a força do pensamento positivo, do Segredo, dos números de Grabovoi etc.
me desejem sorte (:

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

tenho uma amiga muito querida, cuja amizade sobreviveu aos testes do tempo e da distância (nos estranhamos aqui e ali, mas sempre foram mal-entendidos e frutos do problema que nós duas temos com comunicação).
nos conhecemos no início da Medicina: ela seguiu até o fim, eu fiz aquele conhecido desvio pra Engenharia e agora estou tentando terminar o caminho que ela já trilhou.
no começo, éramos duas perdidas nessa coisa de vida adulta, o começo das responsabilidades que vêm com a faculdade, só podendo contar com a ajuda de alguns veteranos que cruzavam nosso caminho com conselhos, material etc. hoje é ela quem me ensina o que eu preciso saber, me mostra caminhos que eu preciso enxergar.
conversando hoje, depois de meses de pouquíssimo contato (por motivos de distância, estudos intensos etc), eu me dei conta de duas coisas:

  • é bom demais ver que uma pessoa tão querida esteja conseguindo tocar em frente sua vida, se fortalecendo e se permitindo viver de fato (e conseguir manter uma amizade até chegar a esse ponto é muito gratificante)
  • eu não sei mesmo nada da vida de médico. zero conhecimento. um zero bem grande e vazio.

o bom é que ela me conhece como poucas pessoas nessa vida e tem como me mostrar o caminho das pedras. espero ter como retribuir toda a ajuda um dia.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

not today, satan

o youtube anda me sugerindo vídeos de pessoas que saíram da Medicina, que dão dicas de por que não fazer Medicina, sendo que eu nunca assisti nada desse ~teor
deus me dibre, já errei o caminho uma vez (que me trouxe autoconhecimento e maturidade, mas não deixou de ser um atraso na minha vida), não caio mais nessa armadilha.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

venha, 2017

ano novo, vida nova e aqui estou eu, cheia de ambições e planos pra dar um pontapé inicial em uma nova fase da minha vida. ser menos amedrontada, mais proativa, mais saudável, levar as coisas até o fim... tudo aquilo de sempre.
se estou de fato encarando isso com mais maturidade (e, como consequência, tenho mais chances de fazer dar certo dessa vez) só o tempo dirá.
(sendo muito sincera, só hoje, que finalmente arranjei uma agenda 2017, sinto que o ano começou. é, sou dessas)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

sobre pertencer

tem dias que eu entendo muito bem por que eu planejava viver sozinha. desde sempre.
eu não sei pertencer ao que me cerca.
me sinto uma estranha em casa, na faculdade, em grupos de amigos, em conversas. as interações me lembram do quanto eu me sinto diferente de todos, mas não do jeito positivo: me sinto inadequada. não sei lidar com as coisas com que vejo os outros lidando. sou fraca, frágil e, não bastasse sentir tudo com mais intensidade, tomo pra mim as dores dos outros. nunca aprendi a separar as coisas nem a ser mais forte e nem sei se consigo.
todo dia é um novo teste.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

daí que estou numa missão de evitar as bad vibes, já que elas não parecem fazer o menor esforço pra me evitar. nisso fico adiando filmes, eventos, livros, conversas etc.
quero assistir Abril Despedaçado? quero sim, mas olha o nome. tenho condições? ainda não consegui nem ir atrás da sinopse.
quero rever Downton Abbey? quero sim, muito mesmo, mas parei de assistir da primeira vez porque meu coração não estava aguentando tantos conflitos e sofrimentos e dessa vez não consegui nem terminar o primeiro episódio (exatamente porque lembrei de como tinha sido sofrido da outra vez que assisti e a aflição já se instalou em mim).
quero ter conversas saudáveis sobre política? super quero, mas vejabein esse contexto atual. vejabein que eu integro uma autêntica Família Tradicional Brasileira e não vou estar sabendo lidar com os discursos.
inclua-se nisso a vontade de me informar sobre/participar de movimentos sociais, discutir questões importantes de gênero, violência, etnias etc. um sonho distante.
vou me recolher à minha bolha da alienação, que aqui só tem good vibes (nem sempre, mas né. a gente tenta)