tem dias que eu entendo muito bem por que eu planejava viver sozinha. desde sempre.
eu não sei pertencer ao que me cerca.
me sinto uma estranha em casa, na faculdade, em grupos de amigos, em conversas. as interações me lembram do quanto eu me sinto diferente de todos, mas não do jeito positivo: me sinto inadequada. não sei lidar com as coisas com que vejo os outros lidando. sou fraca, frágil e, não bastasse sentir tudo com mais intensidade, tomo pra mim as dores dos outros. nunca aprendi a separar as coisas nem a ser mais forte e nem sei se consigo.
todo dia é um novo teste.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
daí que estou numa missão de evitar as bad vibes, já que elas não parecem fazer o menor esforço pra me evitar. nisso fico adiando filmes, eventos, livros, conversas etc.
quero assistir Abril Despedaçado? quero sim, mas olha o nome. tenho condições? ainda não consegui nem ir atrás da sinopse.
quero rever Downton Abbey? quero sim, muito mesmo, mas parei de assistir da primeira vez porque meu coração não estava aguentando tantos conflitos e sofrimentos e dessa vez não consegui nem terminar o primeiro episódio (exatamente porque lembrei de como tinha sido sofrido da outra vez que assisti e a aflição já se instalou em mim).
quero ter conversas saudáveis sobre política? super quero, mas vejabein esse contexto atual. vejabein que eu integro uma autêntica Família Tradicional Brasileira™ e não vou estar sabendo lidar com os discursos.
inclua-se nisso a vontade de me informar sobre/participar de movimentos sociais, discutir questões importantes de gênero, violência, etnias etc. um sonho distante.
vou me recolher à minha bolha da alienação, que aqui só tem good vibes (nem sempre, mas né. a gente tenta)
quero assistir Abril Despedaçado? quero sim, mas olha o nome. tenho condições? ainda não consegui nem ir atrás da sinopse.
quero rever Downton Abbey? quero sim, muito mesmo, mas parei de assistir da primeira vez porque meu coração não estava aguentando tantos conflitos e sofrimentos e dessa vez não consegui nem terminar o primeiro episódio (exatamente porque lembrei de como tinha sido sofrido da outra vez que assisti e a aflição já se instalou em mim).
quero ter conversas saudáveis sobre política? super quero, mas vejabein esse contexto atual. vejabein que eu integro uma autêntica Família Tradicional Brasileira™ e não vou estar sabendo lidar com os discursos.
inclua-se nisso a vontade de me informar sobre/participar de movimentos sociais, discutir questões importantes de gênero, violência, etnias etc. um sonho distante.
vou me recolher à minha bolha da alienação, que aqui só tem good vibes (nem sempre, mas né. a gente tenta)
terça-feira, 24 de maio de 2016
tudo permanece
everything stays right where you left it
everything stays, but it still changes
ever so slighty, daily and nightly
in little ways
when everything stays
quinta-feira, 17 de março de 2016
terminados os 500 dias...
... (metafóricos) cá estou renovada e bem. verdadeiramente bem. pensar no passado já não dói mais, virou uma memória bonita e saudosa, apenas.
digo 500 dias metafóricos, sim, claro, por causa do filme 500 Dias com Ela. ouso dizer que assisti bem no último dia de tristeza, foi como fechar tudo com chave de ouro. o narrador diz logo no início: "this is not a love story, this is a story about love" e logo ali você já pode se preparar pra vibe toda da coisa. aquele filme é incrível, entra fácil nos meus filmes preferidos da vida. cada vez que o assisti, interpretei de um jeito diferente (ou seja, eu estava passando por fases diferentes, a visão era outra sempre).
dessa vez, como não poderia deixar de ser, me enxerguei completamente no Tom. mas dessa vez pude ver meu ex na Summer, e toda a história se encaixou com a nossa de uma forma tão precisa que tudo se esclareceu pra mim. foi um alívio poder entender como tudo se passou, como chegamos ao fim, e como é possível seguir em frente.
não vou entrar em detalhes, apenas deixo aqui a recomendação de um dos filmes mais reais e bem feitos, na minha humilde opinião, sobre o amor.
digo 500 dias metafóricos, sim, claro, por causa do filme 500 Dias com Ela. ouso dizer que assisti bem no último dia de tristeza, foi como fechar tudo com chave de ouro. o narrador diz logo no início: "this is not a love story, this is a story about love" e logo ali você já pode se preparar pra vibe toda da coisa. aquele filme é incrível, entra fácil nos meus filmes preferidos da vida. cada vez que o assisti, interpretei de um jeito diferente (ou seja, eu estava passando por fases diferentes, a visão era outra sempre).
dessa vez, como não poderia deixar de ser, me enxerguei completamente no Tom. mas dessa vez pude ver meu ex na Summer, e toda a história se encaixou com a nossa de uma forma tão precisa que tudo se esclareceu pra mim. foi um alívio poder entender como tudo se passou, como chegamos ao fim, e como é possível seguir em frente.
não vou entrar em detalhes, apenas deixo aqui a recomendação de um dos filmes mais reais e bem feitos, na minha humilde opinião, sobre o amor.
quarta-feira, 9 de março de 2016
enfim
mudei senhas, escondi (de mim mesma) fotos e guardei todas as lembranças possíveis numa caixa que não pretendo abrir tão cedo (acho que vou esconder também).
acho que agora vai.
acho que agora vai.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
são tantos altos e baixos que eu sinceramente preferiria estar numa montanha-russa (literalmente).
tenho passado pelas 5 fases do luto de uma forma cíclica, não sei se isso é normal ou se indica algum problema maior que tristeza.
o fato é que eu não me sinto apenas sozinha, eu me sinto abandonada, rejeitada, iludida, injustiçada, amarga, cética, quebrada... e a culpa não cabe a ninguém, só a mim mesma. eu que escolhi acreditar em promessas que não tinham como ser cumpridas, eu que nutri um sentimento que não teria como ser correspondido pra sempre, eu que escolhi me entregar, ao invés de continuar me protegendo.
não quero mais. vou voltar a ser sozinha, ninguém mais vai poder me machucar ou abandonar. sempre foi assim, não tem porque não ser de novo.
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