sexta-feira, 20 de novembro de 2015

a louca das listas

(na verdade, eu tenho um blog abandonado só de listas, mas vou deixar abandonado por mais um tempinho)
quero deixar por escrito, para referências futuras, tudo de abstrato que eu quero pra minha vida:
  • dominar as energias que eu recebo do/mando para o universo
  • criar pelo menos um ser humano que queira, do fundo do coração, fazer a diferença no mundo
  • me aceitar de verdade, apesar de tudo
  • mudar para melhor a vida de estranhos
  • reduzir ao mínimo possível:
    • pessoas às quais eu devo satisfações
    • o impacto negativo que eu causo no meio ambiente
  • deixar, sempre que possível, uma marca positiva na vida de quem cruzar meu caminho
  • cultivar hábitos saudáveis
  • nunca deixar de aprender
  • terminar tudo que eu começar
  • ser um bom exemplo
  • sentir amor, da forma que for, todos os dias

(em construção)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

eu e minha irmã somos duas adultas que demoraram muuuuuito a amadurecer. a cada dia tentamos ser um pouco mais independentes, ainda que dependamos financeiramente dos nossos pais. não que eu ache que a dependência financeira devesse implicar na falta de liberdade de expressão onde moramos. mas um grande problema de ter que morar com os pais até essa idade é que já chegamos em um ponto de desenvolvimento pessoal (e emocional) que é muito diferente do deles. pensamos muito diferente, mas nem sempre (quase nunca) podemos expressar isso.
nossos pais não nos entendem e não querem nos entender, então, quando eu e minha irmã concordamos em algo de que eles discordam, eles nos veem como suas inimigas e isso invariavelmente nos leva a discussões de proporções homéricas em que ninguém realmente se comunica. viramos 4 pessoas gritando umas com as outras até que alguém escolha ficar julgando calado (meu pai), ou se torne um mártir, a grande vítima de tudo aquilo (minha mãe e minha irmã) ou simplesmente pare de falar e se transporte pro seu próprio mundo interior até que tudo aqui termine logo (eu). e então esperamos até a próxima vez.
mind you, eu tenho 25 anos e minha irmã tem 27. quem lê sem saber disso pensa que somos adolescentes passando pela fase da rebeldia. mas não é rebeldia, apenas começamos a reagir ao invés de nos calarmos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

meu. deus. do. céu. (ou independência financeira kd/)

é claro que eu sou reservada.
"ah, ela é assim mesmo, mais fechada" num tom de decepção e rejeição.
claro. obviamente. só teria crescido de outro jeito se gostasse de sofrer.
desde sempre, sim, desde sempre, se eu tiver uma opinião minimamente diferente e verbalizar, o que vai acontecer aqui em casa? na melhor das hipóteses, um "olha, eu acho que não é bem por aí" que até que é bem intencionado, mas que logo se desenvolve pelo caminho do "alguém tá metendo essas coisas na tua cabeça" (não, ai de mim, não sei formar opiniões, apenas absorvo as da pessoa mais próxima) e logo vira um "parece que a gente nem te conhece, não foi assim que te criamos".
e olha. puta que pariu. vamos lá reagir:
respira fundo.
mais fundo.
argumenta de volta com bastante paciência e deixando bem claro que a minha opinião é só a MINHA opinião, não precisa concordar, não é uma ofensa nem um ataque pessoal, é só o jeito que EU penso.
"eu não sei com quem você aprendeu isso, em que mundo você vive, porque aqui em casa nunca foi assim".
respira mais fundo.
sorri.
vai embora e espera o mundo voltar a girar como sempre.
nota mental: evitar com mais afinco falar o que penso.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

eu quero ter filhos um dia. pelo menos um, mas queria três. uma casa bem cheia, mais um cachorrão, talvez um gatinho, enfim. tenho toda uma utopia montada na mente, de uma casa sempre com cheiro de bolo saindo do forno (tem que ter bolo todo dia, nem ligo), a agitação de cinco pessoas convivendo, meu jardim modesto perfumando tudo ao seu redor, uma distância curta até o mar...
mas eu penso muito nos meus filhos e no caráter e saúde mental deles. quero que sejam criados com muito amor e tolerância, para que encarem a vida da mesma forma. que sejam empáticos, compreensivos, que o preconceito não lhes seja ensinado em casa e que, mesmo que lhes seja mostrado na escola, entre amigos e "amigos", não seja assimilado. quero que tenham confiança em si mesmos, mesmo na adolescência, em que é tão difícil ser confiante, e que saibam a diferença entre ser confiante e ser arrogante. que não virem noites se sentindo um lixo, ou sentindo que a vida deles é um lixo, que saibam apreciar o que têm e que tenham visão de futuro para o que poderão ter um dia. que não tenham vergonha de suas opiniões, que façam debates saudáveis entre os outros, que espalhem ideias boas, que sejam proativos. que sejam como o pai deles, que lutem pelo que quiserem sem querer passar por cima de ninguém, que saibam aproveitar a vida. que nos amem, seus pais, e não desejem morar sozinhos por rancor, e sim pela independência. que conheçam o mundo, que aprendam com o que virem. que sejam felizes sempre que for possível.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

we're hopeless romantics

dia desses estava conversando com minha irmã, tentando convencê-la de que alguma coisa errada com o menine dela poderia na verdade ser algo errado com ela mesma (tipo 99% das vezes), e aí comecei a explicar o problema, ao mesmo tempo em que via uma verdade cósmica sobre mim mesma se formando à medida que eu falava do supracitado.
minha irmã não é romântica, não é empática, é egocêntrica e, se fosse pra ganhar dinheiro pra julgar as pessoas, seria mais rica que o Sílvio Santos (mas tem seu lado bom também e eu a amo muito, mas isso não é relevante no momento). por outro lado, o boy dela é extremamente romântico, compreensivo, paciente, empático etc etc. e ela não entende. ela quer que ele seja mais pé-no-chão com a relação dos dois e a possibilidade de um dia tudo terminar, mas ele não aceita porque pra ele vai ser eterno enquanto durar e vai durar pra sempre (sdds pagode da minha infância). então lá fui eu, com toda minha habilidade de explicar, sei lá, qualquer coisa sem que ela se irrite, e fui me vendo no que eu dizia. ~me sigão~
ele sabe que um lado ama mais que o outro. ele sabe que existem n fatores que podem acabar com o relacionamento. ele sabe que um dia algum dos dois pode se desinteressar completamente pelo outro e fim. ele sabe que não deveria por a vida nas mãos dela, e ele sabe que um dia tudo acaba.
mas ele não liga. porque a possibilidade de dar certo, na cabeça dele, é uma certeza inabalável. caso ela decida que não vai dar certo, ele vai fazer tudo que for humanamente possível pra ter mais uma chance de fazer dar certo. ele quer por a vida nas mãos dela.
e isso tudo sou eu.
tudo.
pode dar errado comigo e com meu menine? até pode. vai dar? eu digo que não. ele pode me trair? eu digo que não. a rotina e a convivência vão matar o romance? jamais. isso é viver em negação? deve ser, mas faz todo sentido pra mim e eu vivo muito feliz (nesse aspecto da vida) desse jeito.
porque mesmo que me avisem até o último dia que o nosso relacionamento pode acabar, eu não vou dar ouvidos. querem que eu mantenha o pé no chão, ok, é um direito deles por querer meu bem. mas eu não me entrego pela metade. eu me recuso a amar com reservas. se for pra confiar completa e incondicionalmente em alguém, eu confio nele. simples.
e eu vou viver feliz enquanto isso durar. porque vai durar pra sempre.

quinta-feira, 26 de março de 2015

princípios

pode parecer muito óbvio pra qualquer um, mas eu só me dei conta da diferença entre beneficência e não-maleficência durante minhas aulas de Bioética.
e de repente eu tive um clique.
desde o início da minha meique jornada pra me tornar uma boa pessoa (acho que ela começou há uns 5 anos), eu tento fazer o bem sempre que posso, mas por incontáveis vezes me senti uma fraude nesse sentido, porque não, eu não ajudo todo mundo sempre que posso, não é toda vez que eu vejo que alguém precisa de auxílio que eu vou lá e faço a diferença. portanto, beneficência não era bem o que eu estava fazendo sempre, embora fosse o objetivo.
porém, algo que eu faço sempre, todos os dias, consciente ou inconscientemente, é evitar prejudicar os outros. apesar de ser um exercício diário, eu já tenho isso tão incorporado na minha conduta que o esforço não é direcionado para "não fazer o mal" e sim para "não me descuidar e fazer o mal sem querer". taí: não-maleficência. uma coisa boa que eu posso dizer que já é natural da minha pessoa.
e assim eu entendi que eu parto do princípio da não-maleficência, é nele que eu me baseio pra fazer qualquer coisa na minha vida. mas é com essa boa ferramenta que eu acabo me prejudicando, porque tendo a colocar o bem-estar alheio acima do meu na lista de prioridades.
porque eu sempre vou preferir ser gentil a agredir, sempre vou preferir dar o benefício da dúvida a julgar.
é um exercício constante, o de manter a não-maleficência e a beneficência como guias das minhas ações, e muitas vezes eu posso falhar, mas sempre que tenho êxito eu vejo que vale a pena.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

2

completamos dois anos juntos.
nunca na minha vida eu teria me imaginado tão feliz por tantos dias, quiçá meses, seguidos e tão completa. tudo de bom que surgiu no meu caminho foi graças a ele e ao amor que ele emana e que contagia minha vida e tudo ao meu redor.
de todas as coisas que me aconteceram, ele sempre foi e sempre será a melhor delas.