é claro que eu sou reservada.
"ah, ela é assim mesmo, mais fechada" num tom de decepção e rejeição.
claro. obviamente. só teria crescido de outro jeito se gostasse de sofrer.
desde sempre, sim, desde sempre, se eu tiver uma opinião minimamente diferente e verbalizar, o que vai acontecer aqui em casa? na melhor das hipóteses, um "olha, eu acho que não é bem por aí" que até que é bem intencionado, mas que logo se desenvolve pelo caminho do "alguém tá metendo essas coisas na tua cabeça" (não, ai de mim, não sei formar opiniões, apenas absorvo as da pessoa mais próxima) e logo vira um "parece que a gente nem te conhece, não foi assim que te criamos".
e olha. puta que pariu. vamos lá reagir:
respira fundo.
mais fundo.
argumenta de volta com bastante paciência e deixando bem claro que a minha opinião é só a MINHA opinião, não precisa concordar, não é uma ofensa nem um ataque pessoal, é só o jeito que EU penso.
"eu não sei com quem você aprendeu isso, em que mundo você vive, porque aqui em casa nunca foi assim".
respira mais fundo.
sorri.
vai embora e espera o mundo voltar a girar como sempre.
nota mental: evitar com mais afinco falar o que penso.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
eu quero ter filhos um dia. pelo menos um, mas queria três. uma casa bem cheia, mais um cachorrão, talvez um gatinho, enfim. tenho toda uma utopia montada na mente, de uma casa sempre com cheiro de bolo saindo do forno (tem que ter bolo todo dia, nem ligo), a agitação de cinco pessoas convivendo, meu jardim modesto perfumando tudo ao seu redor, uma distância curta até o mar...
mas eu penso muito nos meus filhos e no caráter e saúde mental deles. quero que sejam criados com muito amor e tolerância, para que encarem a vida da mesma forma. que sejam empáticos, compreensivos, que o preconceito não lhes seja ensinado em casa e que, mesmo que lhes seja mostrado na escola, entre amigos e "amigos", não seja assimilado. quero que tenham confiança em si mesmos, mesmo na adolescência, em que é tão difícil ser confiante, e que saibam a diferença entre ser confiante e ser arrogante. que não virem noites se sentindo um lixo, ou sentindo que a vida deles é um lixo, que saibam apreciar o que têm e que tenham visão de futuro para o que poderão ter um dia. que não tenham vergonha de suas opiniões, que façam debates saudáveis entre os outros, que espalhem ideias boas, que sejam proativos. que sejam como o pai deles, que lutem pelo que quiserem sem querer passar por cima de ninguém, que saibam aproveitar a vida. que nos amem, seus pais, e não desejem morar sozinhos por rancor, e sim pela independência. que conheçam o mundo, que aprendam com o que virem. que sejam felizes sempre que for possível.
mas eu penso muito nos meus filhos e no caráter e saúde mental deles. quero que sejam criados com muito amor e tolerância, para que encarem a vida da mesma forma. que sejam empáticos, compreensivos, que o preconceito não lhes seja ensinado em casa e que, mesmo que lhes seja mostrado na escola, entre amigos e "amigos", não seja assimilado. quero que tenham confiança em si mesmos, mesmo na adolescência, em que é tão difícil ser confiante, e que saibam a diferença entre ser confiante e ser arrogante. que não virem noites se sentindo um lixo, ou sentindo que a vida deles é um lixo, que saibam apreciar o que têm e que tenham visão de futuro para o que poderão ter um dia. que não tenham vergonha de suas opiniões, que façam debates saudáveis entre os outros, que espalhem ideias boas, que sejam proativos. que sejam como o pai deles, que lutem pelo que quiserem sem querer passar por cima de ninguém, que saibam aproveitar a vida. que nos amem, seus pais, e não desejem morar sozinhos por rancor, e sim pela independência. que conheçam o mundo, que aprendam com o que virem. que sejam felizes sempre que for possível.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
we're hopeless romantics
dia desses estava conversando com minha irmã, tentando convencê-la de que alguma coisa errada com o menine dela poderia na verdade ser algo errado com ela mesma (tipo 99% das vezes), e aí comecei a explicar o problema, ao mesmo tempo em que via uma verdade cósmica sobre mim mesma se formando à medida que eu falava do supracitado.
minha irmã não é romântica, não é empática, é egocêntrica e, se fosse pra ganhar dinheiro pra julgar as pessoas, seria mais rica que o Sílvio Santos (mas tem seu lado bom também e eu a amo muito, mas isso não é relevante no momento). por outro lado, o boy dela é extremamente romântico, compreensivo, paciente, empático etc etc. e ela não entende. ela quer que ele seja mais pé-no-chão com a relação dos dois e a possibilidade de um dia tudo terminar, mas ele não aceita porque pra ele vai ser eterno enquanto durar e vai durar pra sempre(sdds pagode da minha infância). então lá fui eu, com toda minha habilidade de explicar, sei lá, qualquer coisa sem que ela se irrite, e fui me vendo no que eu dizia. ~me sigão~
ele sabe que um lado ama mais que o outro. ele sabe que existem n fatores que podem acabar com o relacionamento. ele sabe que um dia algum dos dois pode se desinteressar completamente pelo outro e fim. ele sabe que não deveria por a vida nas mãos dela, e ele sabe que um dia tudo acaba.
mas ele não liga. porque a possibilidade de dar certo, na cabeça dele, é uma certeza inabalável. caso ela decida que não vai dar certo, ele vai fazer tudo que for humanamente possível pra ter mais uma chance de fazer dar certo. ele quer por a vida nas mãos dela.
e isso tudo sou eu.
tudo.
pode dar errado comigo e com meu menine? até pode. vai dar? eu digo que não. ele pode me trair? eu digo que não. a rotina e a convivência vão matar o romance? jamais. isso é viver em negação? deve ser, mas faz todo sentido pra mim e eu vivo muito feliz (nesse aspecto da vida) desse jeito.
porque mesmo que me avisem até o último dia que o nosso relacionamento pode acabar, eu não vou dar ouvidos. querem que eu mantenha o pé no chão, ok, é um direito deles por querer meu bem. mas eu não me entrego pela metade. eu me recuso a amar com reservas. se for pra confiar completa e incondicionalmente em alguém, eu confio nele. simples.
e eu vou viver feliz enquanto isso durar. porque vai durar pra sempre.
minha irmã não é romântica, não é empática, é egocêntrica e, se fosse pra ganhar dinheiro pra julgar as pessoas, seria mais rica que o Sílvio Santos (mas tem seu lado bom também e eu a amo muito, mas isso não é relevante no momento). por outro lado, o boy dela é extremamente romântico, compreensivo, paciente, empático etc etc. e ela não entende. ela quer que ele seja mais pé-no-chão com a relação dos dois e a possibilidade de um dia tudo terminar, mas ele não aceita porque pra ele vai ser eterno enquanto durar e vai durar pra sempre
ele sabe que um lado ama mais que o outro. ele sabe que existem n fatores que podem acabar com o relacionamento. ele sabe que um dia algum dos dois pode se desinteressar completamente pelo outro e fim. ele sabe que não deveria por a vida nas mãos dela, e ele sabe que um dia tudo acaba.
mas ele não liga. porque a possibilidade de dar certo, na cabeça dele, é uma certeza inabalável. caso ela decida que não vai dar certo, ele vai fazer tudo que for humanamente possível pra ter mais uma chance de fazer dar certo. ele quer por a vida nas mãos dela.
e isso tudo sou eu.
tudo.
pode dar errado comigo e com meu menine? até pode. vai dar? eu digo que não. ele pode me trair? eu digo que não. a rotina e a convivência vão matar o romance? jamais. isso é viver em negação? deve ser, mas faz todo sentido pra mim e eu vivo muito feliz (nesse aspecto da vida) desse jeito.
porque mesmo que me avisem até o último dia que o nosso relacionamento pode acabar, eu não vou dar ouvidos. querem que eu mantenha o pé no chão, ok, é um direito deles por querer meu bem. mas eu não me entrego pela metade. eu me recuso a amar com reservas. se for pra confiar completa e incondicionalmente em alguém, eu confio nele. simples.
e eu vou viver feliz enquanto isso durar. porque vai durar pra sempre.
quinta-feira, 26 de março de 2015
princípios
pode parecer muito óbvio pra qualquer um, mas eu só me dei conta da diferença entre beneficência e não-maleficência durante minhas aulas de Bioética.
e de repente eu tive um clique.
desde o início da minhameique jornada pra me tornar uma boa pessoa (acho que ela começou há uns 5 anos), eu tento fazer o bem sempre que posso, mas por incontáveis vezes me senti uma fraude nesse sentido, porque não, eu não ajudo todo mundo sempre que posso, não é toda vez que eu vejo que alguém precisa de auxílio que eu vou lá e faço a diferença. portanto, beneficência não era bem o que eu estava fazendo sempre, embora fosse o objetivo.
porém, algo que eu faço sempre, todos os dias, consciente ou inconscientemente, é evitar prejudicar os outros. apesar de ser um exercício diário, eu já tenho isso tão incorporado na minha conduta que o esforço não é direcionado para "não fazer o mal" e sim para "não me descuidar e fazer o mal sem querer". taí: não-maleficência. uma coisa boa que eu posso dizer que já é natural da minha pessoa.
e assim eu entendi que eu parto do princípio da não-maleficência, é nele que eu me baseio pra fazer qualquer coisa na minha vida. mas é com essa boa ferramenta que eu acabo me prejudicando, porque tendo a colocar o bem-estar alheio acima do meu na lista de prioridades.
porque eu sempre vou preferir ser gentil a agredir, sempre vou preferir dar o benefício da dúvida a julgar.
é um exercício constante, o de manter a não-maleficência e a beneficência como guias das minhas ações, e muitas vezes eu posso falhar, mas sempre que tenho êxito eu vejo que vale a pena.
e de repente eu tive um clique.
desde o início da minha
porém, algo que eu faço sempre, todos os dias, consciente ou inconscientemente, é evitar prejudicar os outros. apesar de ser um exercício diário, eu já tenho isso tão incorporado na minha conduta que o esforço não é direcionado para "não fazer o mal" e sim para "não me descuidar e fazer o mal sem querer". taí: não-maleficência. uma coisa boa que eu posso dizer que já é natural da minha pessoa.
e assim eu entendi que eu parto do princípio da não-maleficência, é nele que eu me baseio pra fazer qualquer coisa na minha vida. mas é com essa boa ferramenta que eu acabo me prejudicando, porque tendo a colocar o bem-estar alheio acima do meu na lista de prioridades.
porque eu sempre vou preferir ser gentil a agredir, sempre vou preferir dar o benefício da dúvida a julgar.
é um exercício constante, o de manter a não-maleficência e a beneficência como guias das minhas ações, e muitas vezes eu posso falhar, mas sempre que tenho êxito eu vejo que vale a pena.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
2
completamos dois anos juntos.
nunca na minha vida eu teria me imaginado tão felizpor tantos dias, quiçá meses, seguidos e tão completa. tudo de bom que surgiu no meu caminho foi graças a ele e ao amor que ele emana e que contagia minha vida e tudo ao meu redor.
de todas as coisas que me aconteceram, ele sempre foi e sempre será a melhor delas.
nunca na minha vida eu teria me imaginado tão feliz
de todas as coisas que me aconteceram, ele sempre foi e sempre será a melhor delas.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
olar
aquela vibe "new year, new me" só acontece comigo quando começam as aulas (sou regida pelo período letivo desde criança e não, isso ainda não mudou)
OUSSEJE
meu ano começou, mas ainda não começou começou, entendem?
porque faculdade federal faz isso com as pessoas, né. faz greve e não muda nada exceto o calendário, que nos deixou com um período letivo que vai de abril a agosto e outro que vai dE OUTUBRO A FEVEREIRO, nos deixando com um delicioso intervalo-wait-for-it de 22 de dezembro a 5 de janeiro só pra gente entrar no clima confortável de férias e voltar locodascalcinha estudando pras 50 provas finais que nos aguardam na armadilha chamada janeiro.
então aqui estou, esperando o período terminarsendo obrigada por: absolutamente ninguém pra poder começar meus projetos de self-improvement.
OUSSEJE
meu ano começou, mas ainda não começou começou, entendem?
porque faculdade federal faz isso com as pessoas, né. faz greve e não muda nada exceto o calendário, que nos deixou com um período letivo que vai de abril a agosto e outro que vai dE OUTUBRO A FEVEREIRO, nos deixando com um delicioso intervalo-wait-for-it de 22 de dezembro a 5 de janeiro só pra gente entrar no clima confortável de férias e voltar locodascalcinha estudando pras 50 provas finais que nos aguardam na armadilha chamada janeiro.
então aqui estou, esperando o período terminar
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
111
em algum ponto da minha pré-adolescência, li em algum lugar que "paixões não duram mais de 2 anos", então comecei a usar como regra (inconscientemente) pra todas minhas paixonites. lembro vagamente do meu passado, mas acredito que a maioria não passava de alguns meses.
o último que me fez contar durou quase 2 anos, e eu me lembrei hoje do medo que eu sentia quando pensava nisso e via os meses se acumulando (mesmo pensando "que besteira, é claro que essa estimativa não tem fundamento nenhum", no fundo o medo de que fosse verdade existia).
e hoje eu e o meu menine completamos 1 ano e 11 meses juntos. eu me lembro de só ter hesitado em chamar o que eu sentia por ele de amor nas primeiras semanas. depois disso, a certeza se tornou inabalável e eu nem pensei mais nessa bobagem de 2 anos.
o que sinto hoje por ele, sei que vou sentir para sempre.
tenho plena confiança em nosso futuro juntos.
o último que me fez contar durou quase 2 anos, e eu me lembrei hoje do medo que eu sentia quando pensava nisso e via os meses se acumulando (mesmo pensando "que besteira, é claro que essa estimativa não tem fundamento nenhum", no fundo o medo de que fosse verdade existia).
e hoje eu e o meu menine completamos 1 ano e 11 meses juntos. eu me lembro de só ter hesitado em chamar o que eu sentia por ele de amor nas primeiras semanas. depois disso, a certeza se tornou inabalável e eu nem pensei mais nessa bobagem de 2 anos.
o que sinto hoje por ele, sei que vou sentir para sempre.
tenho plena confiança em nosso futuro juntos.
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