sábado, 21 de fevereiro de 2015

olar

aquela vibe "new year, new me" só acontece comigo quando começam as aulas (sou regida pelo período letivo desde criança e não, isso ainda não mudou)
OUSSEJE
meu ano começou, mas ainda não começou começou, entendem?
porque faculdade federal faz isso com as pessoas, né. faz greve e não muda nada exceto o calendário, que nos deixou com um período letivo que vai de abril a agosto e outro que vai dE OUTUBRO A FEVEREIRO, nos deixando com um delicioso intervalo-wait-for-it de 22 de dezembro a 5 de janeiro só pra gente entrar no clima confortável de férias e voltar locodascalcinha estudando pras 50 provas finais que nos aguardam na armadilha chamada janeiro.
então aqui estou, esperando o período terminar sendo obrigada por: absolutamente ninguém pra poder começar meus projetos de self-improvement.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

111

em algum ponto da minha pré-adolescência, li em algum lugar que "paixões não duram mais de 2 anos", então comecei a usar como regra (inconscientemente) pra todas minhas paixonites. lembro vagamente do meu passado, mas acredito que a maioria não passava de alguns meses.
o último que me fez contar durou quase 2 anos, e eu me lembrei hoje do medo que eu sentia quando pensava nisso e via os meses se acumulando (mesmo pensando "que besteira, é claro que essa estimativa não tem fundamento nenhum", no fundo o medo de que fosse verdade existia).
e hoje eu e o meu menine completamos 1 ano e 11 meses juntos. eu me lembro de só ter hesitado em chamar o que eu sentia por ele de amor nas primeiras semanas. depois disso, a certeza se tornou inabalável e eu nem pensei mais nessa bobagem de 2 anos.
o que sinto hoje por ele, sei que vou sentir para sempre.
tenho plena confiança em nosso futuro juntos.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

q

muito me emociona que vocês, entidades desconhecidas e queridas, ainda venham aqui esporadicamente, porque
  1. esse blog tá parado desde o último eclipse of the heart
  2. vocês gostam das coisas tediosas que eu escrevo e não tem coisa melhor num blog do que essa plateia espectral e recorrente que eu chamo de vocês
mas eu tô viva, gente, nada temam. só sumi porque tô tentando botar a vida de volta nos eixos... e só tô postando aqui porque deveria estar fazendo um exercício de português instrumental que envolve ~criatividade~ (que, bem sabemos, não trabalhamos)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

eu jamais seria uma revolucionária

porque isso demanda da pessoa uma certa paciência e insistência ao tentar mudar a percepção das pessoas. e olha, se eu não consegui te convencer da primeira vez, não espere que eu repita aquele assunto na sua frente de novo nessa ou em qualquer outra encarnação. ou que eu respeite a sua opinião, se você não tiver respeitado a minha.
uma coisa que me frustra muito é ter adquirido tanto conhecimento através da internet, ter encontrado tantas novas perspectivas, ter mudado hábitos e atitudes depois de muita reflexão e autoavaliação, e não conseguir compartilhar isso no mundo real. se bem que, pra essa geração, a internet conta como um mundo real também, o que é totalmente justificável.
minha teoria: as gerações passadas recebiam notícias pelos jornais, televisão e rádio, mas quem tivesse interesse em realmente conhecer todos os lados de uma história tinha que correr atrás das informações por meios alternativos, o que sempre resultou e continua resultando, obviamente, numa massa com opiniões formadas sem embasamento (e não sou hipócrita a ponto de dizer que não faço parte dessa massa, ainda sou muito desinformada, admito). mas a geração atual tem acesso tanto aos meios tradicionais de veiculação de notícias quanto às redes sociais, onde cidadãos, gente comum, gente que muitas vezes conhece o outro lado das histórias, podem compartilhar suas experiências. isso é uma ferramenta importantíssima de informação, você pode construir uma nova visão de mundo cruzando e comparando informações vindas de todos os cantos do mundo, reavaliar pré-conceitos, enfim. o que eu vejo acontecendo é que a maioria das pessoas das gerações anteriores não dão validade às informações que vêm do povo, acham que é tudo tendencioso, mas incrivelmente dão sempre crédito ao que vêem na tv ou que leem nas revistas. o que te dá a certeza de que um jornalista na televisão está falando a verdade absoluta ou de que um estudante no twitter está sendo tendencioso/hipócrita/falso-moralista?
incontáveis vezes eu questionei preconceitos aqui dentro de casa e fui tratada como louca (ou como criança - "alguém deve ter colocado isso na sua cabeça"). ninguém se questiona sobre os próprios motivos pra ser homofóbico, pra desvalorizar mulheres, pra fazer piada com negro ou com índio. "você não pode levar tudo a sério o tempo todo, era só brincadeira". é mais fácil se justificar do que se autoavaliar, a culpa é sempre dos outros que querem "direitos demais", "aparecer demais", como se uns tivessem mais direito à representação e expressão do que outros.
eu fico sinceramente desanimada quando vejo que pessoas que eu tanto admirava têm um lado tão ruim e bem-preservado...

quarta-feira, 28 de maio de 2014

medidas, medidas...

percebi que entrei em um padrão muito perigoso para mim mesma: o da expectativa mínima.
provavelmente, foi iniciado com o objetivo de cultivar algum amor-próprio por meio do reconhecimento das pequenas vitórias. sim, elas têm seu valor, claro, toda vitória conta, por menor que seja. mas eu me foquei tanto nas pequenas vitórias (e simultaneamente, como sempre, nos fracassos de qualquer magnitude possível) que, de certa forma, me condicionei a esperar sempre o mínimo de mim mesma. tenho pequenos objetivos. tenho grandes objetivos também. mas em quais eu realmente ponho todo meu esforço? como todo bom (e auto-destrutivo) perfeccionista, eu só me proponho a fazer o que eu tenho certeza de que consigo realizar. ultimamente, só consigo acreditar em mim mesma quando se trata de pequenos objetivos. aquela prova mais fácil, aquela obrigação mais corriqueira, a caridade mais acessível, faço todas elas constantemente, com muita auto-confiança, talvez até mais do que o necessário, como se cumpri-las fossem grandes feitos.
bem, não são. são pequenos objetivos, pequenos feitos, pequenas vitórias.
quero mais, quero maior, quero melhor, quero me ver realizando grandes feitos. não posso continuar adiando as grandes vitórias.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

you're so woah and i'm just oh

passei dois terços da minha vida me sentindo uma inútil desperdiçando espaço no mundo.
daí chegou um momento em que eu decidi que iria fazer minha vida valer a pena, viraria alguém que eu gostaria de ser. foi uma boa motivação, deu certo por algum tempo, mas depois já não significava muito pra mim porque eu atingi um nível confortável de satisfação comigo mesma.
então a vida estancou de novo, porque eu sou assim (geração Coca Cola, como disse uma professora minha: só funciono sob pressão).
o que me fez voltar a querer melhorar foi ele, claro, vocês já sabem que tudo gira em torno dele. uma pessoa tão boa, que passou por tanta coisa ruim na vida, merece alguém de valor na sua vida, portanto eu devo me tornar melhor do que sou.
não me levem a mal, eu me valorizo, mas só melhoro se for por ele.

quinta-feira, 6 de março de 2014

1.1 (ou 13)

depois de um ano de relacionamento, eu olho pra trás e vejo como passamos por percalços até atingir o equilíbrio que temos hoje. o começo foi tumultuado, cheio de inseguranças, dúvidas, choro (porque né, eu), medos... e agora temos uma harmonia tão bonita, nos entendemos com muito mais facilidade, sabemos as necessidades e preferências um do outro e aos poucos vamos descobrindo os limites de cada um, sempre com muita calma, gentileza e humildade.
ele é perfeito pra mim. e eu acho que também sou pra ele, pelo menos é o meu objetivo de sempre. acho que estar aberto a mudanças e disposto a melhorar é o essencial pra fazer dar certo, né? pelo menos o amor nós já temos.